terça-feira, 18 de setembro de 2012

Arte na Educação Infantil – os procedimentos do desenho




Se tem uma coisa que é a cara da Educação Infantil é a criança desenhar, pintar e modelar, não é mesmo?  Ainda bem, pois junto com a colagem e a construção essas são as 5 modalidades artísticas que devem ser contempladas com os pequenos. Hoje escreverei apenas sobre desenho, ok? As modalidades de pintura, colagem, modelagem e construção ficarão para outros posts.
No desenho são inúmeras as propostas com diferentes meios como lápis de cor, giz de cera, canetinhas, grafite, giz de lousa e outros. Os suportes incluem o sulfite, a cartolina, o chão, a lousa, parede de azulejo, sucatas (rolinhos de papel higiênico, de laminado, caixas variadas, tampas de caixa de pizza, de sapato, etc).
É importante que além de variar o tipo de suporte, variemos também os formatos: ora retangular, ora quadrado, triângulos, círculos; e as dimensões: bem grandes fixados na parede, colocados no chão; bem pequenos (10 x 10 cm) (utilizando canetinha fina) ou ainda estreitos e compridos.  Essa variedade de tamanhos, formas e texturas conduzem os pequenos a buscar novas soluções, a encontrar outras possibilidades de ocupação do espaço e uso dos diferentes materiais.
As variações podem ser muitas, por exemplo, os desenhos efêmeros (que é temporário) utilizando barbantes tingidos, palitos, galhos e folhas secas, tampinhas, etc. Essas produções podem ser feitas no chão, na mesa ou em outro suporte, podendo haver ou não o registro fotográfico já que serão desfeitos para guardar os materiais. Fazer fotos dos desenhos efêmeros, para expor num mural posteriormente, é a maneira de guardar o registro dos trabalhos.
Outra possibilidade muito bacana é a mesinha da criança servir como suporte, tinta guache direto na superfície da mesa e a criança desenha com o dedo – como poderá ser facilmente apagado e refeito, as possibilidades de experimentar e ampliar o uso de linhas, gestos e movimentos é potencializado.
Disponibilizo aqui um documento, resultado da formação dos professores (2008), que explicita diferentes propostas no caderno de desenho que podem servir de referência para um planejamento dessa modalidade em Arte.
Um pouco de teoria
Em arte só não vale, nunca, darmos figuras prontas e estereotipadas para a criança copiar, completar ou colorir.   O livro da Rosa Iavelberg, “O desenho Cultivado da Criança” (editora Zouk), é uma literatura obrigatória para a compreensão do que hoje denominamos de Percurso Criador da Criança.
“Percurso Criador é a trajetória percorrida pela criança no desenvolvimento de suas produções artísticas. As crianças pensam e pesquisam muito quando têm a oportunidade de desenhar frequentemente. Alimentam a imaginação e o pensamento, apreciam, elaboram ideias, projetos e pesquisas, aprendem a fazer escolhas, formam gostos, desenvolvem preferências e muitas competências”.
E na sua escola as crianças estão tendo oportunidades variadas de desenhar com diferentes meios, em suportes variados e nas diferentes posições (deitados de bruços, em pé, sentados no chão)?

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