sexta-feira, 29 de julho de 2011

BULLYING não é brincadeira

Bullying é um assédio moral, caracterizado por atos como desprezar, denegrir, violentar, agredir e destruir a estrutura psíquica de outra pessoa sem motivação e de forma repetida. É uma palavra de origem inglesa, adotada em muitos países para definir o desejo consciente e deliberado de maltratar o outro e colocá-lo sob tensão. Entre as ações que podem configurar o bullying estão: colocar apelidos, ofender, zoar, encarnar, sacanear, humilhar, fazer sofrer, discriminar, excluir, isolar, ignorar, intimidar, perseguir, assediar, aterrorizar, amedrontar, tiranizar, dominar, agredir, bater, chutar, empurrar, ferir, roubar e quebrar pertences. 

Não se trata de pequenas brincadeiras próprias da infância, mas de episódios de violência física e/ou moral. No caso de bullyng escolar, eles podem ocorrer dentro da sala de aula, corredores, pátios de escolas ou até arredores. Para diferenciá-lo de simples brincadeiras, pode-se usar critérios como: ações repetitivas contra a mesma vítima num período prolongado de tempo, desequilíbrio de poder (que dificulta a defesa da vitima) e ausência de motivos que justifiquem os ataques. 

Lélio Braga Calhau é advogado, promotor de Justiça do Ministério Público do Estado de Minas Gerais e autor do livroBullying (Ed. Impetus)  

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